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O nosso próprio relógio

Não podemos negar que os físicos e matemáticos foram fantásticos ao conseguirem elaborar um método de contagem do tempo dividindo-o em anos, meses, dias, horas e minutos com a mesma duração que vão se sucedendo um a um até que num determinado instante eles se reiniciam e a dança dos ponteiros do relógio simplesmente recomeça...

Porém, ao tratar o tempo de maneira fria e isolada, analisando-o apenas como profissionais de ciências exatas, eles cometeram o mesmo erro que nós cometemos quase todos os dias, quando pensamos e vivemos apenas com a razão e insistimos em tratar tempos diferentes como sendo iguais...

Qual tempo dura mais: aquela tarde de segunda-feira dois de janeiro de 2006 trabalhando no escritório ou aquela tarde de 31 de dezembro junto das pessoas que você escolheu passar a virada do ano? E qual tempo é mais bem aproveitado, aquela reunião in-ter-mi-ná-vel de uma hora de duração ou aquele tempo gasto para dar um telefonema para a pessoa amada simplesmente para falar um “oi”?

Precisamos inventar nosso próprio relógio, um que não funcione baseado em números frios e repetitivos, mas que seja movido a intuição e sentimentos e que faça com que as horas boas demorem mais para passar e que aquelas horas não tão boas passem mais depressa de maneira que nem as percebemos e quando menos esperarmos, elas já tiverem ido embora!

Que em 2006 possamos aproveitar mais as horas boas, tentar multiplicá-las ao máximo e superar todas as dificuldades transformando as horas difíceis, que com certeza virão, em momentos tão curtos e insignificantes, que daqui a 12 meses nem lembremos mais deles!

Feliz 2006 cheio de horas boas para todos nós!



 mensagem publicada às 18h17 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



A felicidade e a máquina de tirar retratos

Você já notou a relação direta que existe entre a felicidade e uma máquina de tirar retratos? Não? Como não?... tranquilamente eu poderia afirmar que a felicidade passa pela lente de uma máquina de tirar retratos... Vamos aos fatos!

Recentemente estive viajando... viagem curta... dessas que quando você começa a curtir... já tem que ir embora... mas foi suficiente para eu notar o seguinte: nessas cidades turísticas costuma-se encontrar pessoas de todos os tipos... gente nova... mais velha... casais... turmas... solitários com a cara e com a coragem e por aí vai...

E como bom observador que sou... comecei a reparar que todas as pessoas que “estavam” felizes – digo "estavam" entre aspas pois acho que a felicidade não é um estado, mas sim uma característica – portavam uma máquina de tirar retratos...

Não demorou muito para eu chegar à conclusão de que é até meio óbvia essa história da máquina de tirar retratos e da felicidade... veja só... quando “estamos” felizes... fazemos questão de que aquele momento seja lembrado depois... e qual é a maneira mais fácil de eternizar um momento? Sim!... tirando seu retrato!

Enfim... mais alguns minutos de observação para constatar mais esta teoria... casais... solteiros... turmas... grupos... se estavam tirando retratos, tinham sorrisos estampados em seus rostos... caso contrário... pareciam mais pessoas andando no horário do almoço pelas calçadas da avenida paulista...

Mas... o que me levou a escrever isso?... simples... queria perguntar para você onde está sua máquina de tirar retratos... ela está aí, ao seu alcance?... dentro da sua bolsa?... você a leva para todos os lugares?... ou ela fica escondida dentro daquela gaveta tão inacessível que você já até se esqueceu de que ela existe? Não está na hora de você levar sua máquina de tirar retratos para passear?



 mensagem publicada às 22h47 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Tudo de bom pra mim, não pra você.

Dizem que se conselho fosse bom não se dava, se vendia. Discordo... conselho é a melhor coisa do mundo, pra quem o dá... não pra quem o recebe...

Pode até haver exceções vão dizer... sim, pode... mas são raras... sempre que emitimos nossa opinião sobre algum assunto, situação, fato ou acontecimento, temos a tendência de fazê-lo de maneira a obter alguma vantagem para si mesmo...

Seja quando aquele(a) amigo(a) quer trocar de emprego... seja quando ele(a) não sabe o destino da sua próxima viagem... seja um problema financeiro... seja um amoroso...

É sempre a mesma história... no fundo, quase sempre desejamos que as pessoas ao nosso redor nunca tentem mudar de emprego... porque assim elas não se arriscam a ficar em uma situação melhor que a nossa... queremos sempre que elas façam a viagem para o destino mais comum ou conhecido, pois assim terão menos histórias pra contar... torcemos para que aquele primo rico apareça na hora certa para emprestar aquele dinheiro que nós não queremos emprestar... e assim por diante...

Sim... vão falar que eu quero ser perfeito e criticar os outros... não... felizmente eu não sou perfeito... e justamente de tanto cometer este erro, que comecei a percebê-lo.

Uns chamarão de inveja... outros de egoísmo... eu estou começando a achar que isto é próprio do ser humano... gravado em nossas cadeias de DNA e de onde provavelmente nunca conseguiremos retirar...

Até porque na maioria das vezes fazemos sem pensar... com o intuito verdadeiramente de ajudar quem nos pede... creio que em certas ocasiões pelo puro e simples fato de querermos nos proteger de “algo”...

Enfim... o melhor é aprendermos a conviver com estas situações e saber tirar proveito delas... seja quando estamos na figura de ouvinte ou de conselheiro... agora, quem espera que eu vá dizer como tirar proveito, infelizmente eu também ainda não sei... e se soubesse, acho que não falaria... afinal de contas, estaria dando um conselho e correndo o risco de aconselhar o que seria bom pra mim, não pra você.



 mensagem publicada às 21h16 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Inspiração

Ela é complicada. Quando eu quero, ela não vem... quando não posso, ela aparece sem avisar... parecemos gato e rato... um correndo atrás do outro... e como nem todo dia é dia do caçador... as vezes ela foge e me deixa na mão...

Mas... como tudo que é complicado é mais gostoso... quanto maior o trabalho, maior a satisfação... e é assim que acontece... numa noite de domingo... já se preparando pra segunda que dou de cara com ela, aqui, na minha frente, ao alcance das minhas mãos...

Já disse pra ela que isso não se faz com ninguém... muito menos comigo... foi-se o tempo em que eu gostava destes encontros repentinos... já não sou mais o mesmo... expliquei que ela correu o risco de nem aqui me encontrar... mas... todos sabem que a vida é feita de riscos...

Enfim, nos encontramos! Como senti sua falta... e que falta você me faz... como é bom vê-la novamente... poder ficar frente a frente com ela e dizer... seja (novamente) bem-vinda minha querida Inspiração!



 mensagem publicada às 20h33 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



O tesouro guardado

Há muito tempo atrás existia um homem tão avarento e preocupado somente consigo mesmo que, passou a vida inteira guardando todas as suas economias embaixo de seu colchão e que vivia 24h por dia em casa privando-se das coisas boas que a vida nos oferece, preocupado apenas em proteger seu grande tesouro de possíveis interessados.

À volta do velho homem, existiam muitas pessoas preocupadas em bajulá-lo para quem sabe um dia, serem lembradas em seu testamento e assim poderem finalmente, usufruir de seu tesouro.

Acontece que um dia o velho homem morre, e, de tão preocupado que ela ficava em guardar seu precioso tesouro e deixar se aproximar de qualquer outra pessoa, não havia um testamento. Resultado: todos aqueles que viviam a sua volta foram correndo em busca do tal tesouro e tiveram uma grande surpresa. Com o passar dos anos, todo o dinheiro que aquele homem havia juntado, perdera seu valor, servia agora só como recordação sentimental ou peça de museu. E pior ainda, em seu próprio velório, agora aqueles antes amigos próximos, eram só ofensas para o defunto, chamando-o de lazarento, pois não foi capaz de retribuí-los nem depois da sua morte.

Pois bem, esta fábula poderia ser apenas mais uma fábula se não nos fizesse pensar que passamos a vida inteira guardando nossos tesouros “embaixo do colchão” e nos distanciando cada vez das pessoas próximas sempre achando que mais cedo ou mais tarde seremos traídos e roubados por aqueles que nos cercam.

Seja qual for seu tesouro, comece a compartilhá-lo com quem esta perto de você, que goste de você e em quem você confia antes que sua “fortuna” perca o valor. Não importa se seu tesouro é constituído de sorrisos, abraços, alegrias, beijos, tristezas, palavras de apoio, medos, vontades, silêncios, sentimentos, divida-o com quem é importante pra você antes que seja tarde demais, antes que o tempo acabe e você ainda acabe sendo julgado por aquilo que não é.

Não deixe seu tesouro guardado esperando o grande dia, o grande momento de poder usufruir dele. Pode ser que o melhor dia seja hoje, pode ser que a melhor hora seja agora, e pode ser que a pessoa ideal para compartilhá-lo, seja aquela que você menos esperou.

Lembre-se, um tesouro guardado, com o tempo perde seu valor, mas um tesouro bem compartilhado pode multiplicar-se e tornar-se maior e mais valioso a cada dia.



 mensagem publicada às 18h00 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Mesada não, obrigado Senhor Presidente.

Muito obrigado Senhor Presidente, mas eu não quero mesada.

Não preciso de mesada para sobreviver, pois após sofrer com a péssima qualidade do ensino público brasileiro, pagar com sacrifício um curso de graduação e outro de especialização em universidades privadas, consegui meu diploma, tenho profissão.

Quero uma política econômica que não arroche a classe empresarial - principalmente à qual pertencem os micro-empresários, classe esta que eu me incluo atualmente – permitindo que sejam feitos novos investimentos internos e externos, criando assim um dínamo na economia de nosso país.

Quero emprego para todos os pais de famílias que se sentem humilhados pela incapacidade de sustentar e apoiar os seus.

Quero também uma política educacional que vise levar educação de qualidade a todas as classes da população, fazendo assim com que as pessoas mais simples e menos favorecidas tenham uma alternativa para “vencer na vida” que não seja o mundo do crime.

Quero ainda uma carga tributária mais justa e decente que me permita pagar com orgulho meus impostos devidos e ver o resultado do dinheiro arrecado na construção e modernização de hospitais, escolas e no aprimoramento dos programas sociais e demais serviços públicos.

Quero órgãos fiscalizadores legítimos e eficientes que tenham corpo próprio para fiscalizar e punir todos aqueles que não respeitam nossa constituição e que só pensam em benefício próprio.

Enfim, quero lhe pedir que cumpra apenas com as atribuições que constam no manual do seu cargo, o de servidor público número Um do Brasil.

Muito Obrigado.

Fabrício Batista da Costa, brasileiro.
PS:Este pedido foi enviado via e-mail para o Exmo. Sr. Presidente da República, bem como para todos os nossos Senadores.



 mensagem publicada às 19h57 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Explicação, o atestado da culpa.

Você já percebeu que sempre que tem que se explicar para alguém, quase sempre é porque de alguma maneira, você tem culpa no cartório?

Pois é... cheguei a conclusão de que daqui pra frente só vou aceitar respostas curtas, claras e objetivas. Não vou mais perder meu tempo ouvindo ladainhas sempre, diga-se de passagem, das mesmas pessoas que insistem em viver se explicando pra mim...

Não quero mais saber se o carro quebrou... se a tia ficou doente... se dormiu e perdeu a hora... se não deu porque o tiozinho que cuida disso não estava lá... se não vai dar porque amanhã é dia de levantar cedo...

Enfim... se não deu, foi porque você não quis, porque não se esforçou o bastante ou ainda porque não era do seu interesse, muito menos tão importante pra você quanto era para mim. Ou seja, culpa sua e azar o seu.



 mensagem publicada às 20h12 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



A morte da gramática.

Hoje eu quero correr...
quero gritar...
quero cantar...
quero rir...

quero chorar...
quero amar...
quero lembrar...
enfim quero viver!

Não importa para onde...
Não importa onde...
Não importa o quê...
Não importa do quê...

Não importa por quem...
Não importa quem...
Não importa de quem...
O importante é que seja sempre!

Correr: verbo transitivo indireto. Dirigir-se apressadamente, de modo acelerado, a (algum lugar).

Gritar: verbo transitivo direto. Falar ou dizer (algo), usando tom de voz muito alto.

Cantar: verbo transitivo direto. Expressar-se vocalmente por meio de frases melódicas; entoar.

Rir: verbo transitivo direto. Dar, emitir (certo tipo de riso).

Chorar: verbo transitivo direto. Verter lágrimas (alguém) devido a agente físico ou fisiológico.

Amar: verbo transitivo direto. Demonstrar amor a; sentir grande afeição, ternura ou paixão por.

Lembrar: verbo transitivo direto. Trazer (algo) à memória (própria ou de outrem); recordar, relembrar.

Viver: saber que a vida é feita da sucessão de incontáveis instantes, únicos, curtos, e que só acontecem uma vez.



 mensagem publicada às 21h15 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Otimismo e pessimismo.

Temos por natureza o costume analisar os fatos que nos ocorrem quase sempre sob uma ótica pessimista. Ao fazermos isso estamos, por várias vezes, abrindo mão de acreditar que algo bom pode realmente nos acontecer e o pior: desistimos sem antes mesmo tentar.

Você tem uma moeda... se jogá-la para cima qual é chance de dar coroa? 50%... certo? Muito bem... você a joga e dá cara. Aí vem a dúvida: será que vale a pena tentar novamente?

Otimismo
Se você jogar a moeda novamente, a chance de dar coroa continua em 50%... certo? Errado. Qual é a chance de dar cara duas vezes consecutivas? 25%... sendo assim... agora a chance de dar coroa é de 75%. Isso é otimismo.

Pessimismo
Você não ter uma moeda para jogar.

Pois mais difícil que o jogo possa parecer estar... lembre-se que quanto mais se perde, maiores são as chances de se ganhar... e quando você já estiver cansado de perder, lembre-se de todos aqueles que gostariam de ter pelo menos uma moeda, pra tentar mais uma vez.



 mensagem publicada às 23h34 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Olá Pessoal!

Verdades e mentiras - qual a participação delas em nossas vidas? quanto elas nos afetam e ajudam (ou atrapalham) nosso caminho?

abraço, fab.

Verdade ou mentira?

“Não estou pra ninguém”... “vou trabalhar até mais tarde”... “ontem cheguei cedo em casa”... “te ligo durante a semana”... “fique tranqüilo, vai dar tudo certo”... “vamos fazer alguma coisa qualquer dia desses”... “eu te amo” e outras tantas mais...

Quem é que nunca ouviu uma dessas frases? Ou melhor... quem é que nunca foi vítima ou culpado de uma delas?

Qual a distância entre a verdade e a mentira? Será que existe alguma maneira de medi-la? Será que uma daquelas mentes brilhantes de alguma universidade americana vara noites em busca de um medidor a fim de se calcular o tamanho das verdades e mentiras?

Até quando uma verdade é verdade?... a partir de onde ela se torna mentira? Existem verdades mentirosas ou mentiras verdadeiras? Quanto de verdades enfrentamos? Quanto de mentiras suportamos? Será que conseguiríamos conviver só com verdades? E só com mentiras?

Quantas mentiras ouvimos hoje? E quantas verdades? E se as mentiras ouvidas fossem verdades e as verdades mentiras? Quanto pior ou quanto melhor seriam nossas vidas se fossem transformadas em uma espécie de “Alice no país das maravilhas” onde ao invés da física e lógica serem desafiadas, o caráter o fosse?

E se todas as verdades que ouvimos hoje fossem mentiras e as mentiras, verdades? Seria possível esse “dia” existir? Seria possível este dia não existir nunca mais?



 mensagem publicada às 20h16 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Olá Pessoal!

Após muito tempo... muita correria... eis que de repente... no meio das preocupações... paro pra pensar na vida... rs... você fez isso hoje?

abraço, fab.

A vida

Alguns dizem que a vida é ruim,
Alguns dizem que é talvez.
Eu digo que ela é boa,
E que viveria tudo outra vez.

Alguns dizem que a vida é limitada,
Cheia de obstáculos e complicações.
Eu digo que ela é mágica,
Com todos seus sabores e fascinações.

Alguns dizem que a vida é curta,
Quase que nem a vêem passar.
Eu digo que a vida é uma longa estrada,
Por onde nunca cansarei de andar.

Alguns dizem que a vida é besta,
Momentos ruins, pessoas chatas.
Eu digo que a vida é complicada,
Por isso o melhor é rir e fazer piadas,

Enfim, alguns dizem que não sabem viver.
Escolhas erradas, fora de hora.
Eu digo que estou aprendendo a viver,
E assim continuarei até o dia em que eu for embora.



 mensagem publicada às 22h44 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Olá Pessoal!

O texto de hoje é um convite para reflexão de como usamos nossa "experiência" no dia-a-dia... será que que ela nos faz bem?... será que ela existe mesmo?... enfim... espero que gostem, façam críticas e opinem.

abraço, fab.

Sabotagem

Impressionante como nós mesmos, na maioria das vezes, somos os próprios responsáveis pelas nossas tristezas, sofrimentos e desilusões...

Quando é pra reclamar da vida somos os primeiros da fila... qualquer coisa já é motivo para despejarmos nosso saco de adjetivos sobre nossas “inocentes” vidas...

Porém... quando tudo parece conspirar a nosso favor... quando as coisas começam a dar certo... quando finalmente tudo com que sempre sonhamos ou desejamos começa a acontecer... fazemos de tudo para que dê errado... por quê?

Por que quando um amigo meu me convida a visitá-lo, sempre arrumo uma desculpa? Hora é porque vou trabalhar até mais tarde... hora é porque quero dormir mais cedo... e no final... alguém vai escutar eu reclamando que meus amigos sumiram... por quê?

Por que quando eu conheço uma pessoa legal... interessante... que realmente nota e dá valor em mim... fico sempre com um pé atrás... dosando meus sentimentos e atitudes até que chega uma hora, essa pessoa passa a não se interessar mais por mim... por quê?

Por que insisto em pensar que já sei tudo sobre as pessoas... que já vivi muito e que bastam cinco minutos para que eu conheça por inteiro o caráter de alguém... por quê?

Por que quero sempre encontrar uma explicação para tudo que acontece baseando-me somente nas minhas experiências... naquilo que já vi, senti ou experimentei... por quê?

Por que insisto em cercar tudo o que me é proporcionado com essa maldita experiência que quer me acompanhar todos os dias... pior... a cada dia que passa ela quer se tornar maior e quer opinar cada vez mais na minha vida... por quê?

Por que não consigo usar toda essa experiência que afirmo ter para saber que no fundo... o que mais importa é ver, sentir e experimentar cada sabor, cheiro ou cor que a vida me dá, como se fosse a primeira vez... por quê?



 mensagem publicada às 13h54 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Olá Pessoal!

Gostaria de pedir desculpas a todos aqueles que passeam de vez em quando aqui pelo jardim a procura de novos textos... mas estes últimos dias foram bastante corridos e não consegui ter tempo disponível pra cuidar das plantas e flores que vivem por aqui... bem... espero que gostem do texto de hoje... lembrando também que críticas e sugestões de pessoas como vocês são sempre muito bem-vindas!

abraço, fab.

Não construa piscina na sua casa

Você tem piscina em casa?... sim?... ah... então você tem muitos amigos... muitas pessoas que gostam de você... e que adoram passar os fins de semana ao seu lado.. na sua companhia... simples questão de lógica...

Na minha casa nunca vai ter piscina... acho que não vou querer ter tantos amigos assim... ou melhor... não vou querer lembrar dos meus amigos pela quantidade... mas sim pela qualidade...

Normalmente quem tem piscina em casa é o boa pinta da turma... todos gostam dele... todos o acham legal... todos querem sair ao seu lado nas fotos... enfim... é o amigo de todos... é claro que existem exceções e quem sou eu para colocá-las a prova?

Na verdade... o que quero dizer com tudo isso é que existem pessoas que vivem tentando esconder seus defeitos atrás de suas qualidades... e talvez esse nem sempre seja o melhor caminho a ser seguido... vejamos...

Todos nós temos qualidades... defeitos... e características próprias que vez ou outra são confundidas com defeitos ou qualidades... (não necessariamente nesta ordem)...

De que adianta eu querer compensar um defeito meu com uma qualidade?... será que esta é a conta que deve ser feita?... ao contrário... não teria eu que lutar para melhorar aquelas maneiras e hábitos existentes na minha pessoa dos quais não gosto ou pior ainda... que prejudicam pessoas ao meu redor?

De que adianta eu querer que as pessoas se aproximem de mim apenas por minhas qualidades?... isso é muito fácil... muito óbvio... segundo uma amiga minha, “amigo é aquela pessoa que sabe tudo sobre você e mesmo assim quer ficar do seu lado”... concordo com ela...

Não quero que as pessoas venham me visitar por causa da minha piscina... é claro que gosto de compartilhar bons momentos com as pessoas que gosto... mas quero meus amigos ao meu lado quando meus defeitos sobrepuserem minhas qualidades... afinal de contas... são eles as pessoas mais indicadas para me ajudar a mudar e assim me tornar uma pessoa melhor...

E você... tem piscina em casa?



 mensagem publicada às 22h25 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Desabafo

Hoje me perguntaram se eu sou bravo... respondi que sim... sou bravo... mas não foi a pergunta em si, ou quem a fez que me chamou a atenção... mas sim a cara de assustada da pessoa com a minha resposta um tanto espontânea e ao mesmo inesperada....

Será que é falta de educação alguém assumir que é bravo? Será isso uma doença incurável com a qual terei que conviver pelo resto da vida? Acho que não... acho que o problema não está em mim... mas sim nas pessoas que confundem ou que simplesmente não entendem a diferença entre alguém ser bravo e alguém ser mal.

Não sou mal, sou bravo. Bravo sim... mas de coração grande.... generoso... que gosta de ajudar sempre que pode... que gosta de ouvir um amigo contar um problema e tentar ajuda-lo... que cede seu lugar na fila do supermercado pra aquela senhora de idade... mas também sou bravo, não pode?

Não posso gostar de sorvete de morango?... de desenho animado?.. de circo?... ou de crianças só pelo fato de ser bravo?

Eu também gosto de rir... de contar piadas... de fazer palhaçadas... de andar de mãos dadas... de dar mancadas e ser motivo de gargalhada na roda de amigos... eu também tropeço quando não percebo que a calçada pela qual estou andando tem um desnível... quase caio... e dou risada de mim mesmo... também  não posso fazer isso?... só porque sou bravo?

Será que tenho algo de errado em fazer questão de que as pessoas com as quais convivo saberem meus defeitos e qualidades?... será que estou errado em não tentar disfarçar que sou bravo?

Ora bolas... não quero esconder de ninguém quem sou... como sou.... o que eu gosto... de quem eu gosto... o que não gosto... será que é proibido querer ser eu mesmo?



 mensagem publicada às 21h45 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]



Olá Pessoal!

Tudo bem com vocês? Acho que definitivamente o ano começou... aulas... trabalho... muito trabalho... correria... é... the show must go on!

O texto de hoje é talvez, um dos mais difícieis que já escrevi... nasceu de um desejo antigo de escrever sobre o tema... porém nem sempre vontade e inspiração andam juntas... espero que a demora compense a expectativa... enfim... espero que gostem!

abraço, fab.

A Teria do "Y"

Você já passou alguma vez pela situação de estar mascando um chiclete desinteressadamente e de repente morder a língua? Doeu? Você ficou surpreso? Não imaginava o tamanho da força que tinha na sua mordida?

Pois é... pode parecer bobagem mas nossos atos... sejam eles voluntários ou não... têm uma força que nem mesmos nós podemos medir... eles podem se tornar verdadeiros cataclismos de proporções inimagináveis...

Você pode nunca ter parado pra pensar a respeito... mas traçamos nosso destino e o destino de outras pessoas a cada gesto e em cada ação...

Provavelmente você já traçou o seu destino e o de outras pessoas... dezenas... centenas de vezes sem ao menos perceber a dimensão de tais acontecimentos... para algumas pessoas trata-se apenas de mais uma daquelas coincidências da vida... para os poetas, efeito borboleta... para os físicos, teoria do caos... pra mim, bem... eu chamo isso de teoria do “Y”... onde em cada escolha que fazemos, optamos por seguir em um dos caminhos oferecidos... somos convidados a esquecer onde poderíamos chegar caso o caminho escolhido fosse o outro... e o pior, nos é negada a chance de voltar atrás...

O ponto em questão é: já que temos o poder da fusão a frio dentro de nós mesmos... quanto menos uso fizermos dele, melhor seria para nós e para todos que estão ao nosso redor... então... qual seria a melhor maneira de se evitar esta reação?

Simples... seja simples! Quanto mais simples forem nossas atitudes... decisões e palavras... mais naturais e leves serão os seus efeitos... é como se tivéssemos o poder de causar uma reação em cadeia capaz de catalisar todas as coisas ruins possíveis ou exatamente o contrário: capaz de organizar e resolver de forma harmoniosa todos nossos problemas...

Não existe nada que seja complicado e correto ao mesmo tempo... se não está simples, está errado... todas as reações que iniciamos, todas as escolhas que fazemos, sejam por meio de gestos ou ações, têm efeito exponencial... uma vez iniciadas, saem totalmente do nosso controle e passam a partir daquele momento, a escrever nosso destino.



 mensagem publicada às 23h53 [ comentários ] [ envie esta mensagem ]

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